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31 de Agosto de 2020
Sharke Insights, transformando dados em investimentos.

Acreditamos que investidores com informações embasadas em dados investem melhor. Utilizamos de uma abordagem de entrega de informações orientada a dados (data-driven). O Newsdata é uma curadoria de coleta de dados importantes para auxiliar nas escolhas de seus investimentos.
Valores relativos a variação semanal (24/08 a 28/08)
Por Luiz Felipe Vilela

Gostamos de comparações.


Quando investimos em um produto financeiro sempre temos em mente uma comparação. Podem ser feitas comparações com índices, outros produtos, outras carteiras, etc. Uma análise pode ter várias comparações e devem (!) ir além de uma análise de rentabilidade. Quantos por cento um produto rendeu a mais que outro é importante? Sim, é importante. Saber quando o produto rendeu mais (ou menos) que seu índice de referencia é importante? Também é importante. Mas também é imprescindível uma análise de risco. Uma forma de analisar é através de uma volatilidade. Se um produto valoriza (ou desvaloriza) mais que o outro no mesmo período, pode significar que o produto é mais arriscado no relativo. 

Por exemplo, podemos fazer comparações de ações com o índice Ibovespa, comparação com setores de atuação da empresa e outros. Vale comparação com taxas de juros, CDI, com inflação, com dólar, com bitcoin, com o que quiser. A mesma coisa vale para fundos de investimentos. Temos índices que representam uma cesta de fundos, como o índice IHFA, que é uma cesta de fundos multimercado. Basicamente, quando não há índices, podemos fazer comparações como similaridade, como por exemplo fundos ou ativos do mesmo segmento ou com a mesma estratégia.

Mas depois de analisar a rentabilidade e a volatilidade, o que mais podemos comparar? É aí que entra o beta. 

O beta.

O beta é uma medida de sensibilidade a volatilidade de uma carteira relacionada ao seu índice. É também uma medida de representação de risco sistêmico. Então significa a intensidade de quanto o produto financeiro se movimenta em relação ao índice. Este número fica próximo de 1 na maioria dos produtos financeiros. 

Devemos ter em mente que ao compararmos um produto com o um índice, estamos falando de uma comparação a um valor que representa o risco sistêmico (não-diversificável). Por exemplo: o Ibovespa representa dezenas de ações, então quando usamos o Ibovespa como comparação, estamos assumindo que o que acontece no índice também acontece com a maioria dos ativos do mercado. E não importa a quantidade de ações do portfólio, há sempre uma parcela de risco não-diversificável envolvido. 

Colocando em números:

  • Beta próximo de 1: carteira ou ativo com risco sistêmico semelhante ao do índice;
  • Beta próximo de 0: carteira ou ativo com risco sistêmico nulo em relação ao do índice;
  • Beta próximo de -1: carteira ou ativo com risco sistêmico inverso ao do índice;
  • Beta próximo de 2: carteira ou ativo com o dobro do risco sistêmico ao do índice.

Por exemplo. Se um produto financeiro tem o beta igual a 2 em relação ao seu índice. É esperado que caso o índice suba 5%, o produto financeiro suba 10%. O mesmo vale para o desvalorizações. Com isso sabemos que o produto financeiro em questão tem o dobro do risco em relação ao seu índice de referência. 

Outro exemplo é em caso de um beta igual -1. Se o índice sobe 10% é esperado que o produto financeiro em questão caia 10%. É esperada uma relação inversa em relação ao índice. 

Como aplicar?

O beta deve ser aplicado para saber o quanto a carteira deverá ser agressiva, defensiva ou descorrelacionada. Beta longe de 1 significam posições mais agressivas, e beta próximo de 0 significa uma posição mais defensiva. Entretanto, não devemos confundir os conceitos. Um beta igual a 1 quando o índice de comparação é o Ibovespa, devemos considerar que o risco do mercado de ações já está contabilizado, o que está acima do beta igual a 1, significa um risco adicionado ao risco sistêmico já existente.

Muito se fala de descorrelação e o beta é uma ferramenta que pode ser usada para isso. Por exemplo, ações tem relação inversa com o dólar na maior parte do tempo. Portanto, beta entre esses dois índices é negativo. Assim, espera-se que o comportamento do dois sejam invertidos na maior parte do tempo.

Deve-se observar que as análises do beta são baseadas em dados históricos e sempre é necessário ter o cuidado de usar o passado para algo no futuro. Da mesma forma que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura, beta passado não é garantia de beta futuro. Essa é uma região de incerteza que todos investidores no mundo estão envolvidos.

Dados para viagem:

  • Em uma comparação do índice Ibovespa com a cotação do dólar nos últimos 36 meses, chegamos a um beta de -0.84. Confirmando a hipótese de que na maioria dos casos o dólar valoriza quando a bolsa desvaloriza;
  • Em nossa plataforma temos o beta calculado para os últimos 12 meses de mais de 2000 fundos no mercado. Por exemplo: o fundo Equitas Selection FIC FIA, tem um beta em relação ao Ibovespa de 0.99 e em relação ao dólar de -1.27 nos últimos 12 meses. Significa que a carteira de ações do fundo teve comportamento quase idêntico ao Ibovespa, mas invertido em relação ao dólar;
  • Outro exemplo é o fundo Trend Pós-Fixado FIC FI RF Simples, que investe somente em títulos do tesouro, via tesouro SELIC. O beta em relação ao Ibovespa e dólar é zero. Entretanto, em relação ao CDI é de 1.01 nos últimos 12 meses. Portanto, o fundo representa a variação do CDI. 
Dado tudo isso...

Quando falamos de fundos multimercado temos que ter em mente que é a classe de investimento com a maior variedade de estratégias no mercado. Como comentamos no Newsdata #11, não há compromisso para valor mínimo ou máximo para aplicação em uma determinada classe, salvo descrito no regulamento do próprio fundo.

Hoje vamos trazer como exemplo o Occam Institucional FIC FIM II. Fundo que tem estratégia de aplicação em vários segmentos: ações (15%), tesouro IPCA (45%), tesouro SELIC (20%), tesouro pré-fixado (17%), mercado futuro (0,5%) e outros. Esses valores foram retirados do site da CVM tendo como referência maio/2020 que é a última data com os dados públicos. A volatilidade do fundo está em 2,2% desde sua criação, e desde 2016, está entre 1 e 2%. Ou seja, é esperado que as rentabilidades flutuem dentro desse intervalo para cima e para baixo. Em 2020, mesmo com a crise do coronavírus, o fundo está com desempenho acumulado de 109% do CDI, já descontada das taxas de performance e administração. Devido a variedade de produtos dentro dessa carteira, é um ótimo exercício observar no nosso site os indicadores deste fundo e conferir a carteira dele na CVM como nós ensinamos em nosso blog.
Occam Institucional FIC FIM II mantendo sua performance dentro do risco previsto mesmo com a crise do coronavírus. Fonte: Sharke Insights
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