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Associação R3 Animal - Edição 7

Editorial 

Olá, pessoal! 

Esperamos que estejam todos bem!

As últimas semanas foram intensas aqui na R3 Animal. Recentemente, resgatamos uma cachalote-pigmeu viva, após encalhe em Imbituba SC, e trouxemos para o Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CePRAM/R3Animal), em Florianópolis. Infelizmente, o animal veio a óbito. Sabíamos que seria difícil a reabilitação de um animal daquela espécie, apesar do momento triste, ficou a experiência para futuros encalhes.

Mas também tivemos ótimas notícias. Liberamos o terceiro grupo de pinguins-de-Magalhães da temporada 2020. Foram 10 aves. Ao todo, já liberamos 43 aves desde o início da migração, em meados de outono, até agora. 

Enquanto isso, nos recintos... As nossas tratadoras presenciaram momentos de ternura entre dois lobos-marinhos-do-Sul. Um macho e uma fêmea, vizinhos de recinto, protagonizaram cenas de interação bem interessantes. Os dois foram liberados ao habitat natural juntos. Mas no dia da soltura, veio a surpresa.

A R3 Animal está com dois pacientes lindos. Dois albatrozes-de-nariz-amarelo foram resgatados na Ilha de Santa Catarina e iniciaram a reabilitação. As belas aves estão respondendo bem ao tratamento e a nossa torcida é que voltem em breve para à natureza.

Quer fazer estágio ou ser voluntário na R3 Animal? Então, corre! Estão abertos os editais para seleção e as inscrições vão até o dia 8 de novembro. 

Esses são os nossos destaques desta edição, esperamos que gostem!

Cuidem-se e protejam-se!

Até a próxima! 

Conheça nossos lindos pacientes oceânicos

As três primeiras fotos são da ave resgata pela nossa equipe. As outras duas, são de uma ave resgatada pelo Projeto Tamar

A R3 Animal registrou três albatrozes vivos nos últimos dias. Dois deles estão em reabilitação. As aves oceânicas são da espécie albatroz-de-nariz-amarelo (Thalassarche chlororhynchos), e, como o nome sugere, possuem o bico amarelo. Elas estão respondendo bem ao tratamento e, tão logo estejam aptas, serão devolvidas ao habitat natural.

 

O primeiro albatroz foi resgatado pela equipe do Projeto Tamar Sul, na praia da Barra da Lagoa, no dia 22 de outubro. De acordo com o veterinário Sandro Sandri, a ave estava desidratada e com a presença de ectoparasitas (piolhos).

 

O segundo albatroz foi resgatado no dia seguinte, na Praia da Joaquina, pela técnica de monitoramento Thaís dos Santos Vianna e pelo monitor Renato Coelho.

 

“Durante a auscultação, foi possível detectar a presença de líquido no pulmão.  Ele estava magro e desidratado, e também tinha a presença de ectoparasitas”, conta o veterinário Sandro. Os dois estão estáveis e foram transferidos para o recinto com piscina, até que se recuperem bem e possam retornar à natureza.

 

O terceiro registro aconteceu no dia 24. A ave foi resgatada pelos guarda-vidas na Praia dos Ingleses. Neste caso, a ave estava tão debilitada que não sobreviveu.

 

Procellariiformes

 

A assistente técnica e bióloga Suelen Goulart explica que o albatroz-de-nariz-amarelo (Thalassarche chlororhynchos) é uma ave marinha da família Diomedeidae, que está inserida na ordem dos Procellariiformes, que também engloba petréis e pardelas.

“Essa ordem integra as aves marinhas com hábitos quase que exclusivamente oceânicos. Essa espécie possui como característica principal uma faixa amarela no bico que é notável quando esses indivíduos são adultos”, esclarece Suelen.

Ela conta que é o menor dos albatrozes existentes em envergadura, podendo chegar a dois metros com as asas estendidas. A presença do albatroz-de-nariz-amarelo é comum no Sudeste e Sul do Brasil. Os indivíduos tendem a se concentrar nas regiões subtropicais e em águas subantárticas mais quentes do Atlântico Sul, nidificam nas Ilhas Gough e no arquipélago de Tristão da Cunha.

“Por serem aves de hábitos pelágicos, chegam nas praias geralmente quando debilitados, tendo como principal ameaça à sua sobrevivência a sua forte interação com atividade pesqueira, sofrendo consequências diretas de capturas incidentais (bycatch). Em decorrência disso, a espécie está classificada como em ameaçadas de extinção pela Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN (do inglês União Internacional para a Conservação da Natureza) ”, explica Suelen.

Operação cachalote-pigmeu

A operação para salvar a cachalote-pigmeu que encalhou em Imbituba SC, no dia 19 de outubro, envolveu várias instituições e movimentou toda a equipe da R3 Animal. Desde as equipes que atenderam a ocorrência, Universidade de Santa Catarina (Udesc) e Instituto Australis, instituições executoras do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) nos trechos 1 e 2, até a Polícia Rodoviária Federal (PRF) que ajudou na escolta durante a transporte do animal até Florianópolis (SC).

No CePRAM, além da nossa equipe de colaboradores e voluntários, contamos com o apoio de colaboradores do Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LaMAq/UFSC), Universidade de Joinville (Univille), Projeto Toninhas, e Universidade do Vale do Itajaí (Univali) durante o monitoramento 24 horas por dia.
Como bem pontuou o gerente do PMP-BS/R3Animal, Emanuel Ferreira, “só o fato de conseguirmos transportar e manter vivo por mais de 24 horas um animal deste porte, já é uma conquista. A reabilitação de cetáceos é algo muito difícil e complexo. Temos certeza que investimos todos os esforços e conhecimentos para proporcionar o bem-estar do animal durante o tratamento”.

Você pode conferir a saga desta ocorrência clicando aqui, aqui e aqui.

R3 Animal libera terceiro grupo de pinguins da temporada

Mais um grupo de pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) voltou para o mar. Foram 10 aves que foram liberadas ao habitat natural, na manhã do dia 14 de outubro, na Praia do Moçambique, em Florianópolis. Este foi o terceiro grupo a ser liberado este ano desde meados de outono, início da temporada anual de migração dos pinguins desde a Patagônia/Argentina.

As aves soltas haviam sido resgatadas no litoral catarinense entre junho e agosto, pelas equipes do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) e foram reabilitadas no Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CePRAM/R3Animal), em Florianópolis.

Das 10 aves, três foram resgatadas pela equipe do PMP-BS junto à Universidade de Joinville (Univille), na região de São Francisco do Sul. O Instituto Australis foi o responsável pelo resgate de duas aves, número igual ao resgatado pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali). A equipe do PMP-BS junto a Universidade do Estado de SC (Udesc) resgatou três pinguins. Todas as instituições junto com a R3 Animal executam o PMP-BS no Estado.

O primeiro grupo liberado nesta temporada 2020, com 20 pinguins, ocorreu no dia 3 de agosto. A segunda leva ocorreu no dia 24 de agosto, com 13 pinguins. Em 2019, 67 pinguins foram reabilitados com sucesso e soltos pela R3 Animal.

Todos os pinguins passaram por exames complementares, realizaram o teste de impermeabilização das penas e receberam um microchip com um número de identificação.

Os pinguins que encalham nas nossas praias, em sua grande maioria, são animais juvenis, estão em seu primeiro ano de vida e encaram pela primeira vez a longa viagem de migração.

A falta de experiência dos jovens pode causar dificuldade em se alimentar, muitos se perdem dos bandos e ficam debilitados, encalhando nas praias. Há também aqueles que interagem com petrechos de pesca. Mesmo não sendo fauna alvo de pescarias eles podem ser capturados incidentalmente. É a chamada captura bycatch, ou seja, não intencional.

🥰  Rolou um clima no recinto  🥰

As nossas tratadoras Crislei Wozniak e Ingridy Severino sempre estão em contato direto com os animais em reabilitação aqui no Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CePRAM/R3Animal). Durante o trabalho de alimentação e contenção dos animais, além da limpeza dos recintos, elas presenciam flagrantes incríveis.
Neste vídeo, elas contam sobre o clima que rolou entre dois lobos-marinhos-do-Sul (Arctocephalus australis), um macho e uma fêmea, durante o período de reabilitação. Vizinhos de recinto, eles emitiam
sons e tinham comportamentos diferentes do habitual para a espécie. Os dois também ficavam bem próximos um do outro. Mas o que ninguém esperava era a reação que tiveram no dia soltura.
Confira no vídeo.

Finalmente chegou o momento tão esperado!
Estão abertas as inscrições para o Programa de Voluntariado de Verão e para o Programa de Estágio Curricular 2021/1 da R3 Animal.
Devido à pandemia tivemos que fazer algumas adequações em nossos programas e também por esse motivo os editais demoraram um pouco a ficar prontos, mas foi por um bom motivo. Estamos cuidando da nossa equipe!
Edital completo você encontra em:

http://www.r3animal.org/voluntarios

Inscrições até 8/11/2020!
Corre!

O Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CePRAM) fica localizado no Parque Estadual do Rio Vermelho, unidade de conservação sob responsabilidade do Instituto do Meio Ambiente (IMA-SC), em parceria com a Polícia Militar Ambiental.

Caso encontre um mamífero, ave ou tartaruga marinha debilitada ou morta na praia, ligue 0800 642 3341, das 7h às 17h. Sua ajuda é fundamental para salvar vidas!

O PMP-BS é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos.

O objetivo é avaliar possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos encontrados mortos.

O PMP-BS é realizado desde Laguna/SC até Saquarema/RJ, sendo dividido em 15 trechos. Em Florianópolis, o Trecho 3, o projeto é executado pela R3 Animal.

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